"Nada torna, nada se repete, porque tudo é real."
*Alberto Caeiro

domingo, dezembro 10, 2006


Az

apetece-me este anúncio no lado esquerdo do peito.

sábado, dezembro 09, 2006

Ela disse: Sou uma cidade esquecida.
Ele disse: Sou um rio.

Ficaram em silêncio à janela
cada um à sua janela
olhando a sua cidade, o seu rio.

Ela disse: Não sou exactamente uma cidade.
Uma cidade é diferente de uma cidade esquecida.

Ele disse: Sou um rio exacto.

Agora na varanda
cada um na sua varanda
pedindo: Um pouco de ar entre nós.

Ela disse: Escrevo palavras nos muros que pensam em ti.
Ele disse: Eu corro.

De telefone preso entre o rosto e o ombro
para que ao menos se libertassem as mãos
cada um com as suas mãos libertas.
Ela temeu o adeus, disse: Sou uma cidade esquecida.
Ele riu.


Filipa Leal, A cidade líquida e outras texturas

sexta-feira, dezembro 08, 2006


Az

preferiu sempre a seta que desaparece
ao nome breve que se guarda

José Tolentino Mendonça

quinta-feira, dezembro 07, 2006

desculpem as meninas #1

A. levantou o auscultador e ouviu do outro lado:

- Eu sei que é engano. É propositadamente engano. Mas tinha que dizer isto a alguém: piças e vacas!

Ontem foi:

About me:

A minha foto
a entropia é a minha religião. alterno a leitura da bíblia com a interpretação de mapas e mãos. bebo, preferencialmente, azul. tenho, ainda, o hábito de escrever cartas_

Sopra-me ao ouvido: