"Nada torna, nada se repete, porque tudo é real."
*Alberto Caeiro

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Capítulo VI

- Não respire!
Não estava no fotógrafo. Estava no serviço de radiologia de Reykjavik. É a frase de todas as sociedades aos seus cidadãos. "Não respirem".


(...)

Pascal Quignard, As sombras errantes

domingo, fevereiro 03, 2008


cig harvey

a partir de hoje as mãos estarão sepultadas longe
do corpo
na terra, vermelha, húmida, barrenta
incapaz de engolir a saliva das palavras
a gota de esperança dos vidros embaciados
o meu coração é um cemitério de cadáveres vivos
é costume festejarmos a lua à volta da mesa
um copo e um cigarro, os lábios esborratados de silêncio
a linha preta a contornar o horizonte dos dedos

os pés crescem para fora dos ossos
a carne transborda o sangue côa nas veias
domingo à tarde e as magnólias demoram-se nas avenidas
é capaz de chover é capaz de me apodrecer a pele
a raíz dos cabelos
o borboto das camisolas de lã

hoje morreu mais um poema morreu de fome e de sede
e de doçura

hoje

porque hoje não saberei dobrar as esquinas
sem que me perca das cidades que costuro
na margem irregular dos bolsos

domingo-lençóis-d'água

sábado, fevereiro 02, 2008

happy and bleeding

a pique. sem rede. vôo.

porque rasgar os joelhos é o meu passatempo preferido.



o sorriso é mal-disfarçada-dor.


(post-scriptum à noite de ontem)



Ontem foi:

About me:

A minha foto
a entropia é a minha religião. alterno a leitura da bíblia com a interpretação de mapas e mãos. bebo, preferencialmente, azul. tenho, ainda, o hábito de escrever cartas_

Sopra-me ao ouvido: