"Nada torna, nada se repete, porque tudo é real."
*Alberto Caeiro

sexta-feira, março 07, 2008

O homem da casa dos livros. Conheci-o hoje. Tinha olhos de mar. Uma “risca de mar ao fundo da rua*” de estantes. Os olhos. Vem e debruça-te no parapeito. Vê. Uma casa forrada a livros. Arrepia, não é? Até a pele fica a cheirar a livros. Cheira a livros a roupa. As mãos que viajam página a página. Cheira a livros. As lombadas envelhecidas. Os títulos gastos. A boca cosida a palavras. E a música dos corredores. Os discos antigos. Os objectos antigos. Raridades. Dá medo tocar. Eu quis ser um livro naquelas estantes. Eu quis que alguém tocasse à campainha, entrasse e me levasse para dentro da sua roupa, me guardasse próximo do respirar da pele. Eu quis que não me morressem tantas palavras na boca como as que me têm morrido por estes dias. Eu quis saber dizer para que ficasse, assim, gravado a tinta de máquina de escrever, dactilografado, numa página antiga, amarelecida. Eu quis. Tantos livros. E tantas palavras que desconhecemos como se pronunciam.
Por exemplo, adeus.

*al berto

quinta-feira, março 06, 2008

walking around*



Acontece que me canso de meus pés e de minhas unhas,
do meu cabelo e até da minha sombra.
Acontece que me canso de ser homem.

(...)
*Pablo Neruda

foto:
luis duarte

terça-feira, março 04, 2008

anita, oui c'est moi!


ana c.

o meu petit prince viu. não resistiu. e eu como boa filha de deus não fui mal agradecida.


ana c.


agora, ando por aí. e não me importo nada que me chamem anita.

segunda-feira, março 03, 2008




numa noite forrada a nevoeiro, Lou Rhodes não foi o anjo que se julgava ser.mas, ainda assim, teve asas.

Broken I find your clothes
And dress myself in them


Lou Rhodes, they say

Ontem foi:

About me:

A minha foto
a entropia é a minha religião. alterno a leitura da bíblia com a interpretação de mapas e mãos. bebo, preferencialmente, azul. tenho, ainda, o hábito de escrever cartas_

Sopra-me ao ouvido: