
©Az
páro no abrir de duas ou três janelas do esquecimento. do outro lado da rua um gato atravessa-me as arestas do tempo. há noite a escorrer pelos cabelos, lentamente, sem lua a serpentear os telhados das casas. na ponta do cigarro uma estrela. é verdade. colecciono despedidas nas raízes dos dedos e ninguém, mas ninguém mesmo, me salva da vontade de partir.
nessa fracção de íntimo recolher de salivas e desejos não sou cais nem âncora. crescem-me caminhos nos pés. absurdo paradigma de nunca chegar.
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