
Az
preciso de um pretexto para deixar a cidade e partir

Az
já me descalcei do nevoeiro das manhãs
e arranquei dos telhados os últimos vôos sobre o rio

Az
assim que puderes larga-me no apeadeiro mais próximo
tira-me do pulso o relógio parado e leva-o contigo
abandona-o numa mesa de café a marcar o tempo que já não existe
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