
Az, de santiago a finisterra
um anticiclone percorre as mãos em desvario
amanho como posso os dias desejaria perder
no corrupio das chuvas os indícios do medo
que cavalgam rumo ao coração e derrubar
as palavras com o gume cortante do silêncio
talvez seja possível aprisionar a claridade do mundo
na bainha deste poema enquanto pode o olhar
reter a intempérie e as raízes
joão manuel de oliveira ribeiro
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