"Nada torna, nada se repete, porque tudo é real."
*Alberto Caeiro

sexta-feira, agosto 31, 2007


©ana

fechadas as janelas do jardim,
nem o sorriso se escancara.
corro em semi-círculos,
sem acrobacias,
à descoberta de labirintos de estátuas
e de escadas onde heras crescem enleadas
em feixes de luz.
os troncos das árvores retorcem memórias
e há rectângulos de relva que reflectem nos olhos o azul.
a água é templo onde as mãos buscam saber o secreto flutuar dos corpos.
daqui em diante,
já não me resta qualquer dúvida:
transformo-me num ramo,
a alvoroçar folhas na cadência tímida
de um vento de Outono.

2 comentários:

Mary disse...

daqui em diante temos matéria para uns quantos jardins. transforma-te em ramo quero ver a sombra das tuas folhas

hiroshima disse...

lindas fotografias
gosto muito

Ontem foi:

About me:

A minha foto
a entropia é a minha religião. alterno a leitura da bíblia com a interpretação de mapas e mãos. bebo, preferencialmente, azul. tenho, ainda, o hábito de escrever cartas_

Sopra-me ao ouvido: