"Nada torna, nada se repete, porque tudo é real."
*Alberto Caeiro

sexta-feira, novembro 23, 2007


Elina Brotherus

trago as mãos sonâmbulas de te esperar ao relento na noite.
há muito que deixei de trazer mapas nos bolsos.
respiro apenas a lonjura.
esse país onde habitamos há demasiados séculos.
à deriva, o corpo.
nem a voz se comove já num abraço.

5 comentários:

menina limão disse...

as mãos sonâmbulas. dormentes do fingimento.

lebredoarrozal disse...

lindo:)

Magnólia disse...

Um abraço traz sempre algum conforto!

Bj

Natália Nunes disse...

eu compreendo.

Objecto Permanente disse...

C'um caralho. Tu às vezes, pá,

Ontem foi:

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a entropia é a minha religião. alterno a leitura da bíblia com a interpretação de mapas e mãos. bebo, preferencialmente, azul. tenho, ainda, o hábito de escrever cartas_

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