"Nada torna, nada se repete, porque tudo é real."
*Alberto Caeiro

domingo, agosto 26, 2007

e choveu.
e molhei-me.
rente às casas, o calor ainda dos dias.


último sábado de agosto.
amanhã quero que me deixem ficar no sofá.


Nan Goldin,Window

2 comentários:

Anónimo disse...

Permanece um fluxo de lágrimas, um vento dissipado de nós. Permanece ainda o todo, o aniquilador retrato preso ao pensamento, a um trilho sempre nosso repleto de doutrinas.
Assalta-me sempre aquele desejo de olhar a milhas de distâncias das peles, de preservar as minhas paisagens.
De ser o puro bicho de mim.

ana tinoco

ana disse...

o que tu escreves faz sentido na primeira página.

"Assalta-me sempre aquele desejo de olhar a milhas de distâncias das peles, de preservar as minhas paisagens."

acho isto muito, muito bonito, ana.

Ontem foi:

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a entropia é a minha religião. alterno a leitura da bíblia com a interpretação de mapas e mãos. bebo, preferencialmente, azul. tenho, ainda, o hábito de escrever cartas_

Sopra-me ao ouvido: