"Nada torna, nada se repete, porque tudo é real."
*Alberto Caeiro

quinta-feira, novembro 29, 2007

depois de, numa destas noites, ter brindado ao cinismo. depois de histórias da vida banal, contas e mais contas para pagar, notícias de perto e de longe, livros por ler, jornais folheados à pressa ao pequeno-almoço, bons dias e boas tardes a estranhos de rua...depois da canção do sérgio godinho na rádio - descias o douro, fui esperar-te ao tejo -, depois do que se diz, depois do que não se diz, depois do que se ouve... penso, como se pensar fosse apenas mais um gesto banal do dia-a-dia:

eu não sei se o maior cinismo está no gostar de alguém. ou no deixar que alguém goste de nós.

3 comentários:

menina limão disse...

não há cinismo no gostar de alguém. há? mas pode haver cinismo no deixar que alguém goste de nós.

ana c. disse...

tendo em conta que nada dura para sempre, talvez haja. mas este é o meu lado pessimista a falar.

menina limão disse...

a tua resposta...só à chapada.

Ontem foi:

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a entropia é a minha religião. alterno a leitura da bíblia com a interpretação de mapas e mãos. bebo, preferencialmente, azul. tenho, ainda, o hábito de escrever cartas_

Sopra-me ao ouvido: