"Nada torna, nada se repete, porque tudo é real."
*Alberto Caeiro

quinta-feira, janeiro 03, 2008

Deixei de fumar em 2007. Nem sequer foi um acto grandemente reflectido e doloroso. Aconteceu. Como aconteceu começar. Mas agora estamos em 2008. É proíbido fumar na maioria dos locais públicos fechados. Ocorre-me que serei uma das excluídas das conversas interessantes que se terão à porta dos cafés e dos bares. Imagino-me sozinha, à mesa, na pista de dança, junto ao balcão... à espera que os meus amigos regressem de outro país.
Será que ainda ninguém percebeu que esta medida não marginaliza os fumadores, mas sim, os não fumadores?

5 comentários:

menina limão disse...

LOL

LOL

muito bem visto. ;)

MrRobinson disse...

sinceramente não creio que marginalize. como nao fumador sempre acompanhei os meus amigos que fumam, mesmo apesar de me incomodar o fumo em determinados ambientes mais fechados. Da mesma forma espero agora que também me acompanhem e não deixem de fazer certas coisas só porque não podem fumar. ok, o vício pode falar mais alto, mas há sp a hipotese de saires com eles enquanto fumam, e depois voltarem todos juntos. O que penso é que nenhum vicio deve condicionar uma relaçao de amizade, portanto se algo deve ficar à margem, que seja o vicio.
E já agora, parabéns por teres deixado de fumar. Quem sabe se não se seguirão mais uns poucos.

ana c. disse...

mr robinson, como sabes, a minha experiência enquanto não fumadora é largamente maior do que como fumadora. e agora que voltei a ser não fumadora, acho que já levo outra bagagem... não é que o vício se imponha a tudo e mais alguma coisa mas impõe-se de alguma forma.
e não me parece que esta medida vá contribuir largamente para que se deixe de fumar.

daqui a uns dias, terei dados mais concretos sobre o comportamento dos fumadores e sobre como os não fumadores amigos ficam, ou não, à margem.

ana c. disse...

acabei de ver a primeira não fumadora da noite, abandonada a uma mesa. ou isso, ou ia para a rua apanhar frio!

claro que as minhas roupas, pulmões, cabelos... agradecem a ausência de fumo no final da noite.

MrRobinson disse...

Parece-me muito redutora essa perspectiva. Ontem à noite estive num jantar no qual de vez em quando se levantavam os fumadores e iam lá fora fumar. Nunca fiquei sozinho na mesa. Talvez acontecesse se fosse o único não fumador, é um facto. Depois num bar que até tinha zona de fumadores, estive um bom bocado lá fora junto de fumadores e lá dentro também estiveram comigo na zona de não fumadores. Mas a verdade é que já antes fica muitas vezes à porta. Inevitavelmente vai haver alguma divisão, mas continuo a achar que é tudo uma questão de hábito. Alguns fumadores confessavam-me que têm fumado menos, precisamente para não estar sempre a sair à rua. Mas como tudo, também penso que esta lei nada tem a ver com tentativas de diminuir o consumo. Uma coisa é certa, pela primeira vez cheguei a casa sem cheirar a tabaco. cheirava a comida, mas isso já é outra história.

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a entropia é a minha religião. alterno a leitura da bíblia com a interpretação de mapas e mãos. bebo, preferencialmente, azul. tenho, ainda, o hábito de escrever cartas_

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