

ana c.
os reflexos nocturnos na janela
a cidade tão perto com os seus telhados
de vidro
os seus detalhes recortes sombreados
as casas esquecidas e sem luz
abandonadas de gente
de interiores rasgados e
envelhecidos
onde a lua se esquece de morar
casas de paredes desbotadas
que são como livros a ganhar pó e cheiro nas prateleiras
quem lhes falará para dentro?
apago as luzes
e a cidade morre
afunda-se num coração escuro
milímetros antes da tua mão me chegar
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