"Nada torna, nada se repete, porque tudo é real."
*Alberto Caeiro

domingo, março 23, 2008


joana linda, campânula

por isso, quando o amor morre não é o coração que nos adoece.
são as mãos que definham. encolhem-se de gestos.anulam-se no corpo.

em vez de dedos, passamos a afiar lâminas na superfície da pele.

3 comentários:

Queen Frog disse...

as mãos são sem dúvida a parte do corpo que mais fala...da ausência também.O ontem e o hoje de quem fomos e somos desenhados na pele.
e doídas, prontas para ferir, para cortar...

karin disse...

quando o amor morre as mãos podem ficar livres para outras coisas também essenciais. e às vezes é tão aliviante! :)

menina tóxica disse...

estes dois posts das mãos, tão lindos :)

Ontem foi:

About me:

A minha foto
a entropia é a minha religião. alterno a leitura da bíblia com a interpretação de mapas e mãos. bebo, preferencialmente, azul. tenho, ainda, o hábito de escrever cartas_

Sopra-me ao ouvido: