"Nada torna, nada se repete, porque tudo é real."
*Alberto Caeiro

domingo, outubro 12, 2008

escrevo-te do fundo da rua. são 18h41. ouvem-se as gaivotas. a calçada está molhada. e eu trouxe o teu bilhete comigo. nunca ninguém, nem eu, conseguiu expressar tão bem a ambivalência de se viver numa cidade e ter quem ainda nos prenda noutra.

acordei com as tuas palavras e ainda não consegui distrair-me delas.
gosto da forma como inclinas o G e escreves viagem como quem procura abraçar algo mais do que um pedaço de papel.
é domingo. e não me sai da cabeça esta ideia de que o Porto podia ser no final da nossa rua...

"Sabes que não há conforto como na casa dos pais.
Tenho saudades.
Mas o Porto podia ser no final da nossa rua."

1 comentário:

Amanda disse...

Pois podia..! =(

Ontem foi:

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a entropia é a minha religião. alterno a leitura da bíblia com a interpretação de mapas e mãos. bebo, preferencialmente, azul. tenho, ainda, o hábito de escrever cartas_

Sopra-me ao ouvido: