
Não era apenas o olhar. Era também a boca. A forma como entalava o cigarro entre os lábios. O sorriso de soslaio. A pose cinematográfica. A lucidez das interpretações.
Tive uma paixão pelo Paul Newman e acabei por me apaixonar pelo miúdo do liceu mais parecido com ele. Ainda hoje guardo uma foto do miúdo loiro de olhos azuis de nome demasiado longo para me ter esquecido dele. A paixão pelo miúdo esgotou-se. A paixão pelo actor perdurou. Tudo o que é impossível dura mais. E durará, certamente, para além disso que dizem que é o fim.
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