"Nada torna, nada se repete, porque tudo é real."
*Alberto Caeiro

quarta-feira, abril 18, 2007

no rosto das mãos nada reflecte
do mar apenas um lento murmúrio

esta é uma tarde de passos abandonados pela casa
cortinas baixas sombras recalcadas nas paredes brancas
livros de páginas amarrotadas de palavras carcomidas pela ânsia

nem os pés descalçam o fundo das águas

nada se levanta do corpo

pudesse eu um sorriso


Az

2 comentários:

hiroshima disse...

a certeza de que a palavra saudade é a mais linda do mundo faz-me sorrir.
Fumas comigo, levo uns com filtros azuis, sorrimos?

Az disse...

sentadas na berma de um passeio desta cidade, agora nossa. vem, traz, sorrimos.

Ontem foi:

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a entropia é a minha religião. alterno a leitura da bíblia com a interpretação de mapas e mãos. bebo, preferencialmente, azul. tenho, ainda, o hábito de escrever cartas_

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